QUANDO A RAZÃO OBEDECE AO CORAÇÃO: AFETO, IDEOLOGIA E OS LIMITES DA INTERPRETAÇÃO INTELECTUAL: UMA LEITURA CRÍTICA DOS CONDICIONAMENTOS AFETIVOS NA PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DO PENSAMENTO CLÁSSICO E CONTEMPORÂNEO

Autores

  • Javan Ferreira

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-027

Palavras-chave:

Afetos e produção intelectual, Hermenêutica, Ideologia, Pensamento clássico, Autocrítica epistemológica, Marx, Freud, Nietzsche, Weber, Foucault

Resumo

Este artigo investiga o papel dos afetos — entendidos em sentido amplo como emoções, experiências biográficas, pertencimentos ideológicos e vínculos identitários — na produção intelectual de autores como Karl Marx, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Max Weber e Michel Foucault, bem como na recepção e interpretação de suas obras pelos leitores e comentadores contemporâneos. A hipótese central é que a produção do conhecimento raramente parte de uma razão neutra: ela nasce de um sujeito situado, atravessado por afetos, reagindo ao seu tempo, à sua família, às suas feridas e às suas esperanças. O mesmo vale para os intérpretes: ao lerem esses autores, projetam sobre eles as próprias causas, reduzindo pensamentos complexos a munição ideológica. O artigo propõe, ao final, uma hermenêutica da suspeita ampliada — dirigida não apenas aos textos, mas aos próprios leitores —, como condição de uma interpretação intelectualmente honesta e metodologicamente responsável.

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Publicado

2026-06-22

Como Citar

Ferreira, J. . (2026). QUANDO A RAZÃO OBEDECE AO CORAÇÃO: AFETO, IDEOLOGIA E OS LIMITES DA INTERPRETAÇÃO INTELECTUAL: UMA LEITURA CRÍTICA DOS CONDICIONAMENTOS AFETIVOS NA PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DO PENSAMENTO CLÁSSICO E CONTEMPORÂNEO. South American Sciences, 6(2), 1–13. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-027

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