DISPOSIÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EMISSÕES DE GEE: A INFLUÊNCIA DO BRASIL NA CRISE CLIMÁTICA GLOBAL

Autores

  • Flávio Leôncio Guedes
  • Soraya Giovanetti El-Deir
  • José Fernando Thomé Jucá

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-086

Palavras-chave:

Aterros sanitários, Disposição final, Emissões de gases de efeito estufa, Mudanças climáticas, Resíduos sólidos urbanos

Resumo

O estudo analisa a relação entre a disposição final de resíduos sólidos urbanos e as emissões de gases de efeito estufa do setor de Resíduos no Brasil, discutindo o papel do país na crise climática global. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem quantitativa e caráter descritivo, fundamentada em dados secundários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa e da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente, complementados por revisão de literatura científica. O objetivo foi avaliar a evolução histórica das emissões do setor, sua distribuição entre os estados brasileiros e sua projeção para os próximos 20 anos, a partir do Censo Demográfico de 2022. Os resultados mostram que a disposição final em aterros sanitários e lixões responde por cerca de dois terços das emissões do setor, com ritmo de crescimento superior ao das demais fontes, e que a distribuição espacial das emissões acompanha a concentração populacional e econômica do país. A projeção construída a partir do crescimento populacional estimado até 2042 indica pressão adicional sobre as emissões do setor, exceto em cenários que incorporem metas de aproveitamento energético do biogás gerado em aterros sanitários. Conclui-se que a mitigação das emissões do setor de resíduos no Brasil depende da combinação entre redução na fonte, ampliação da reciclagem e efetiva captação do biogás gerado na disposição final.

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Publicado

2026-07-21

Como Citar

Guedes, F. L. ., El-Deir, S. G. ., & Jucá, J. F. T. . (2026). DISPOSIÇÃO FINAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EMISSÕES DE GEE: A INFLUÊNCIA DO BRASIL NA CRISE CLIMÁTICA GLOBAL. South American Sciences, 6(2), e26307. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-086