NEURODIVERSIDADE NA ESCOLA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-190Palavras-chave:
Diagnóstico, Educação inclusiva, Formação docente, Neurodiversidade, Práticas pedagógicasResumo
A ampliação da presença de estudantes com diferentes modos de aprender, comunicar-se, interagir e participar da vida escolar tem conferido maior visibilidade ao debate sobre neurodiversidade na Educação Básica. Embora o diagnóstico possa contribuir para a compreensão de determinadas características do desenvolvimento e para o acesso a direitos e apoios específicos, sua centralidade no cotidiano pedagógico pode produzir processos de rotulação, medicalização e redução das possibilidades de aprendizagem dos estudantes. Este artigo tem como objetivo analisar práticas pedagógicas orientadas pela perspectiva da neurodiversidade que ultrapassem uma compreensão da escolarização centrada no diagnóstico, discutindo suas implicações para o planejamento, a mediação docente, o currículo e a avaliação. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e caráter exploratório, fundamentada em produções sobre neurodiversidade, educação inclusiva, formação docente e práticas pedagógicas. A análise evidencia que a inclusão não se efetiva pela simples identificação de condições neurodivergentes ou pela adoção de adaptações individualizadas, mas pela construção de ambientes educativos flexíveis, acessíveis e responsivos à heterogeneidade. Conclui-se que práticas comprometidas com a participação, a mediação, a flexibilidade curricular e a avaliação formativa favorecem a aprendizagem dos estudantes neurodivergentes e contribuem para uma escola que reconhece a diversidade como dimensão constitutiva da experiência educativa.
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