ANTIDEPRESSIVOS E BRUXISMO: POSSÍVEIS ASSOCIAÇÕES E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-267Palavras-chave:
Antidepressivos, Bruxismo, Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos, Inibidores Seletivos de Recaptação de SerotoninaResumo
O bruxismo é uma atividade repetitiva dos músculos mastigatórios, caracterizada pelo apertamento ou ranger dos dentes e/ou pela projeção da mandíbula, que pode ocorrer durante o sono ou em vigília e se relaciona a múltiplos fatores, entre eles o uso de medicamentos, com possíveis consequências clínicas. Objetivou-se analisar as evidências sobre a associação entre o uso de antidepressivos e o bruxismo do sono e em vigília, considerando os possíveis mecanismos envolvidos e as implicações clínicas. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases PubMed, LILACS, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde e busca complementar no Google Acadêmico, que resultou em 12 estudos incluídos na síntese principal. Os estudos apontaram sinais de associação entre antidepressivos, principalmente inibidores seletivos da recaptação de serotonina e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, e o bruxismo. Entre os fármacos, paroxetina e duloxetina apresentaram aumento do bruxismo do sono em estudo clínico de curto prazo, enquanto os sinais para os demais provêm de notificações de farmacovigilância. Os mecanismos discutidos envolvem os sistemas serotoninérgico, dopaminérgico e noradrenérgico, com manifestações descritas após o início do tratamento ou o aumento da dose. A heterogeneidade dos métodos de avaliação, o predomínio de estudos observacionais e a influência de fatores psicológicos e do sono limitam a inferência causal. Conclui-se que os antidepressivos podem estar associados ao início ou à intensificação das manifestações de bruxismo, sendo necessários estudos com métodos padronizados de avaliação, e que o histórico medicamentoso e o trabalho interdisciplinar devem integrar a avaliação odontológica.
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Referências
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