EFEITOS DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-284Palavras-chave:
Desenvolvimento infantil, Fisioterapia, Intervenção terapêutica, ReabilitaçãoResumo
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que pode ocasionar alterações motoras, sensoriais, comportamentais e sociais, interferindo na funcionalidade e autonomia. A fisioterapia contribui para o desenvolvimento motor e funcional de crianças e adolescentes com TEA. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica no desenvolvimento motor, na funcionalidade e na autonomia dessa população. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva, com abordagem quantitativa, realizada na Clínica-Escola de Fisioterapia da UNIFIP e no Centro Especializado em Reabilitação (CER), em Patos-PB. Participaram dez pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes com diagnóstico de TEA, selecionados por critério de acessibilidade. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário semiestruturado, abordando histórico terapêutico, frequência das sessões e percepção dos responsáveis sobre os benefícios da fisioterapia. Os resultados demonstraram percepção positiva da intervenção, com relatos de melhorias no desenvolvimento motor, na coordenação motora e na funcionalidade nas atividades diárias por 100% dos participantes. Também foram relatadas melhorias no equilíbrio (80%), na postura (60%), na interação social (50%) e na atenção e concentração (40%). Todos os responsáveis consideraram o acompanhamento fisioterapêutico muito eficaz e relataram melhora no desenvolvimento neuropsicomotor. Conclui-se que a fisioterapia pode contribuir para o desenvolvimento motor, a funcionalidade e a autonomia de crianças e adolescentes com TEA, especialmente quando individualizada e integrada à atuação multiprofissional. Entretanto, os resultados devem ser interpretados com cautela, considerando o tamanho reduzido da amostra e a utilização da percepção dos responsáveis como principal fonte de avaliação.
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