DEFICIÊNCIA DE FERRO NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-295Palavras-chave:
Deficiência de ferro, Fração de ejeção, Insuficiência cardíaca, Tolerância ao exercício, TratamentoResumo
A deficiência de ferro é frequente na insuficiência cardíaca e pode contribuir para sintomas e limitação funcional mesmo na ausência de anemia. Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, sua identificação e seu tratamento apresentam desafios devido às diferenças entre critérios laboratoriais e à disponibilidade limitada de ensaios clínicos específicos. Esta revisão narrativa teve como objetivo analisar as evidências sobre a deficiência de ferro nessa população, considerando seu diagnóstico, suas repercussões clínicas e os resultados da reposição de ferro. Foram analisados estudos observacionais, ensaios clínicos e diretrizes identificados em fontes científicas disponíveis online. Os estudos demonstraram que a frequência da deficiência varia conforme a definição utilizada e que seus marcadores podem estar associados a sintomas e desfechos desfavoráveis. O ensaio FAIR-HFpEF identificou melhora na distância percorrida no teste de caminhada após carboximaltose férrica intravenosa, enquanto o IRON-HFpEF não demonstrou melhora em seus principais parâmetros hemodinâmicos e metabólicos. As amostras reduzidas e as diferenças entre os desfechos limitam a interpretação dos resultados. Conclui-se que a avaliação do metabolismo do ferro é relevante na insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, mas os benefícios de sua reposição necessitam de confirmação em estudos maiores.
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Referências
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