CUIDADOS CRÍTICOS EM CONTEXTO DE RECURSOS LIMITADOS: ANÁLISE DA CLÍNICA CASTELO EM LUANDA, ANGOLA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-028Palabras clave:
Cuidados Intensivos, Mortalidade, AngolaResumen
Introdução: A gestão de doentes críticos em contextos com recursos limitados apresenta desafios estruturais e clínicos únicos. A caracterização epidemiológica é o primeiro passo para melhorar a gestão hospitalar e os resultados clínicos na África subsaariana.
Objetivo: Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes internados na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) da Clínica Castelo baseado no paradigma dos recursos limitados.
Materiais e Métodos: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo. Todos os pacientes adultos admitidos entre 2022 e 2024 foram incluídos. Variáveis demográficas, origem, diagnósticos sindrómicos, intervenções (VMI, CVC) e gravidade foram analisadas utilizando a pontuação SOFA (Avaliação Sequencial de Falência Orgânica).
Resultados: Foram incluídos um total de 74 doentes (idade mediana de 45,0 anos). A principal origem foi o Banco de Emergência (56,8%). A mortalidade bruta global foi de 9,5%. 17,6% dos pacientes necessitaram de Ventilação Mecânica Invasiva (IMV), um grupo que concentrou todas as mortes. Foi encontrada uma diferença significativa na pontuação SOFA entre sobreviventes (mediana 5,0) e falecidos (mediana 12,0). As patologias mais frequentes foram AVC (25,6%) e Malária Grave (21,6%), sendo a Emergência Hipertensiva a maior letalidade específica (33,3%).
Conclusões: A unidade apresenta desempenho clínico eficiente, especialmente em casos de gravidade moderada. No entanto, a mortalidade precoce está intimamente ligada à apresentação clínica tardia e à insuficiência grave de múltiplos órgãos na admissão.
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Citas
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