(RE)PENSAR A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES: CURRÍCULO, PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE E DEMANDAS SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-129Palabras clave:
Currículo, Formação de professores, Formação inicial e continuada, Políticas educacionais, Profissionalização docenteResumen
A formação de professores ocupa posição estratégica no fortalecimento da educação básica, sobretudo diante das profundas transformações sociais, culturais, científicas e tecnológicas que caracterizam a sociedade contemporânea. Nesse contexto, os currículos dos cursos de licenciatura e as políticas de formação inicial e continuada são continuamente desafiados a responder às novas demandas educacionais, exigindo processos formativos capazes de articular conhecimentos científicos, prática pedagógica, pesquisa, inovação e compromisso social. O presente estudo tem como objetivo refletir sobre a formação inicial e continuada de professores, analisando as demandas contemporâneas que requerem reconfigurações curriculares voltadas ao fortalecimento da profissionalização docente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, desenvolvida a partir do levantamento e da análise de produções científicas disponíveis no Google Acadêmico, na SciELO e no Portal de Periódicos da CAPES, publicadas entre os anos de 2020 e 2024. O corpus da pesquisa foi composto por estudos selecionados em função de sua relevância para o debate sobre formação docente, currículo e políticas educacionais. A análise dos dados fundamentou-se na Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2016), sendo as categorias analíticas construídas de forma indutiva a partir da recorrência dos temas identificados nas produções analisadas. Os resultados evidenciam que, embora tenham ocorrido avanços significativos nas políticas de formação docente nas últimas décadas, persistem desafios relacionados à fragmentação curricular, ao distanciamento entre universidade e escola, à influência de políticas educacionais orientadas por princípios neoliberais e à necessidade de fortalecer processos formativos comprometidos com a construção da identidade profissional docente. Conclui-se que a reconfiguração dos currículos das licenciaturas constitui condição indispensável para aproximar a formação inicial e continuada das demandas efetivamente vivenciadas nas escolas, favorecendo a constituição de professores críticos, reflexivos, autônomos e socialmente comprometidos com a qualidade da educação pública.
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