PSICOLOGIA JURÍDICA, ACESSO À JUSTIÇA E VULNERABILIDADE SOCIAL: DESAFIOS PARA A HUMANIZAÇÃO DO SISTEMA JURÍDICO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-157Palabras clave:
Acesso à Justiça, Direitos Humanos, Humanização Institucional, Psicologia Jurídica, Vulnerabilidade SocialResumen
O estudo analisa as contribuições da Psicologia Jurídica para a ampliação do acesso à justiça no Brasil, considerando desigualdades sociais, vulnerabilidades e limites institucionais. Trata-se de pesquisa teórico-bibliográfica, qualitativa, desenvolvida mediante revisão narrativa de livros, artigos científicos, normas e documentos institucionais. A pesquisa original foi complementada, em agosto de 2026, por busca estruturada nas bases SciELO e PePSIC/BVS-Psi e nos repositórios oficiais do Conselho Federal de Psicologia e do Conselho Nacional de Justiça, com prioridade para produções publicadas entre 2020 e 2026, sem excluir obras clássicas indispensáveis. Os resultados indicam que a Psicologia Jurídica ampliou sua atuação para além das funções periciais, assumindo relevância na escuta qualificada, na contextualização dos conflitos, na mediação, no trabalho interdisciplinar e na proteção de direitos. Também evidenciam que formalismo excessivo, burocratização, fragmentação das políticas públicas, desigualdades estruturais e insuficiência de recursos limitam a humanização do sistema jurídico. Conclui-se que a área pode fortalecer o acesso à justiça ao articular rigor técnico, responsabilidade ética, reconhecimento das diferenças e compreensão integral dos sujeitos, contribuindo para práticas institucionais mais inclusivas, democráticas e comprometidas com os direitos humanos.
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