REDES SOCIAIS E RECONFIGURAÇÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES: COMUNICAÇÃO, COMPETITIVIDADE E NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-168Palabras clave:
Competitividade, Comunicação organizacional, Modelos de negócios, Redes sociais, Transformação digitalResumen
Este estudo examina a presença das redes sociais nas estratégias das organizações, buscando compreender de que modo essas plataformas alteram a comunicação empresarial, os vínculos com consumidores, a dinâmica competitiva e a configuração de novos modelos de negócios no contexto digital. O problema de pesquisa decorre da constatação de que uma parcela da literatura ainda trata as redes sociais de maneira fragmentada, privilegiando sua função promocional ou relacional, sem integrar suficientemente os efeitos produzidos por dados, algoritmos e plataformas sobre as práticas empresariais e as relações econômicas. A investigação adota abordagem qualitativa, exploratória e bibliográfica, apoiada em revisão sistematizada da literatura especializada e em análise de conteúdo. Os achados apontam que as redes sociais deslocaram a comunicação organizacional de uma lógica predominantemente unilateral para relações mais interativas, públicas e responsivas. Também se observa que essas plataformas favorecem engajamento, formação de comunidades digitais, fortalecimento de vínculos simbólicos e aproximação entre comunicação e comercialização. Recursos como Facebook Marketplace, Instagram Shopping e TikTok Shop ilustram a integração crescente entre interação social e comércio eletrônico. A principal contribuição analítica consiste em mostrar que as redes sociais não atuam somente como suporte às estratégias existentes: elas constituem infraestruturas sociotécnicas que participam da criação e da reorganização de modelos de negócios associados a marketplaces, economia da influência, social commerce, serviços sob demanda e atividades orientadas por dados. Conclui-se que a competitividade na economia digital depende da articulação entre tecnologia, interação social, inteligência de mercado e produção contínua de valor, o que amplia a compreensão das redes sociais como componentes estruturantes das transformações organizacionais contemporâneas.
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