O SERVIÇO SOCIAL NA ALTA COMPLEXIDADE HOSPITALAR: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA SOCIOASSISTENCIAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Autores

  • Evelyn Siqueira Couto
  • Abisague de Brito Salustiano

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-138

Palavras-chave:

Escuta Qualificada, Serviço Social, Unidade de Terapia Intensiva

Resumo

A atuação do assistente social em Unidades de Cuidados Intensivos e Semi-Intensivos constitui o tema central deste estudo, que se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e caráter exploratório-analítico, fundamentada no método dialético-crítico. A pesquisa objetivou analisar a práxis profissional na alta complexidade hospitalar, identificando as estratégias de escuta qualificada, o suporte socioassistencial prestado às famílias e os desafios institucionais decorrentes da precarização do trabalho e do modelo biomédico. A metodologia envolveu o levantamento sistemático de literatura em bases de dados e repositórios institucionais, selecionando publicações que articulam o Serviço Social à terapia intensiva e à saúde coletiva. Os resultados evidenciam que a escuta qualificada atua como um instrumento ético-político e técnico-operativo indispensável para romper com a objetificação do sujeito, reconhecendo pacientes e familiares como detentores de direitos. Constatou-se também que o suporte social viabiliza o acesso a benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas diante dos impactos socioeconômicos do adoecimento crítico, conectando a instituição às redes de proteção social. Conclui-se que, apesar dos limites impostos pelo subfinanciamento do Sistema Único de Saúde, pela sobrecarga de trabalho e pela falta de infraestrutura, a intervenção do assistente social e a atuação na Residência Multiprofissional em Saúde reafirmam a dimensão humana e a justiça social no ambiente hospitalar.

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Couto, E. S. ., & Salustiano, A. de B. . (2026). O SERVIÇO SOCIAL NA ALTA COMPLEXIDADE HOSPITALAR: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA SOCIOASSISTENCIAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA. South American Sciences, 6(2), e26364. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-138