MUDANÇAS NA DIFERENÇA ETÁRIA DA REALIZAÇÃO DE MAMOGRAFIA NAS GRANDES REGIÕES DO BRASIL ENTRE 2013 E 2019
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-227Palavras-chave:
Brasil, Desigualdades em saúde, Inquéritos epidemiológicos, Mamografia, Saúde da mulherResumo
A realização de mamografia em intervalos de até dois anos é um indicador de acesso relevante para a saúde das mulheres. O estudo analisa a mudança da diferença entre as faixas de 50 a 59 e de 60 a 69 anos nas Grandes Regiões brasileiras, entre 2013 e 2019. Trata-se de estudo observacional com duas amostras transversais da Pesquisa Nacional de Saúde, baseado nos microdados de 8.682 mulheres em 2013 e 15.016 em 2019. A análise estima proporções ponderadas, intervalos de confiança de 95% e diferenças que consideram estratos e unidades primárias de amostragem. A proporção nacional de mamografia autorreferida há menos de dois anos passa de 54,3% para 58,3%. Em 2019, a estimativa é de 60,4% entre 50 e 59 anos e de 55,5% entre 60 e 69 anos. A diferença etária aumenta 14,9 pontos percentuais na Região Sul entre as duas pesquisas, enquanto não se observa mudança conclusiva dessa diferença nas demais regiões. Em 2019, observa-se contraste por moradia, escolaridade e renda. O estudo conclui que a melhora nacional convive com padrões etários regionais distintos e desigualdades sociais expressivas, sem permitir atribuir causalidade ou distinguir mamografias diagnósticas das realizadas para rastreamento.
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