PERFIL CLÍNICO E EPIDEMIOLÓGICO, PROGNÓSTICO E FATORES ASSOCIADOS AO ÓBITO POR NEOPLASIA MALIGNA EM TRABALHADORES RURAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-106Palabras clave:
Agronegócio, Doenças Neoplásicas, Políticas Públicas Inclusivas, Saúde Pública, Sustentabilidade AgrícolaResumen
O artigo analisa a relação entre práticas agrícolas sustentáveis, saúde pública e o modelo dominante do agronegócio no Brasil, com foco no aumento das doenças neoplásicas em populações expostas ao uso intensivo de agrotóxicos. O objetivo central é compreender os desafios da integração entre a sustentabilidade agrícola, saúde pública e as políticas públicas inclusivas, por meio de uma análise crítica do modelo agroindustrial. A pesquisa adotou a metodologia de revisão de literatura, com o levantamento exploratório de artigos, de relatórios técnicos e de estudos epidemiológicos que correlacionam o uso de agrotóxicos ao crescimento de casos de câncer. A seleção dos materiais foi realizada com base em critérios rigorosos de elegibilidade, a partir da base de dados online do Scielo, utilizando palavras-chave específicas para assegurar a atualidade e qualidade metodológica dos estudos. Resultados apontam que, ainda que o agronegócio represente setor economicamente expressivo, práticas agrícolas têm provocado impactos negativos à saúde das populações rurais e urbanas, ainda mais em áreas de cultivo intensivo. Observa-se um aumento de doenças neoplásicas nessas regiões, evidenciando a relação entre o modelo produtivo e danos à saúde humana. A discussão revela que a política agrícola brasileira atual, orientada à produtividade e competitividade, tem negligenciado questões preponderantes de saúde ambiental e pública. Diante disso, o estudo ressalta urgência de reformas estratégicas, com incentivo à agroecologia e uso de tecnologias sustentáveis que priorizem a saúde humana e preservação da biodiversidade.
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