A PEÇA QUE FALTAVA: IMPLICAÇÕES CLÍNICAS E PSICOSSOCIAIS DO DIAGNÓSTICO DE AUTISMO EM ADULTOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-081Palavras-chave:
Comorbidades, Diagnóstico Tardio, Erro Diagnóstico, Transtorno do Espectro AutistaResumo
O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) historicamente concentrou-se na infância, deixando uma lacuna na identificação de adultos que mimetizam comportamentos para se adequarem socialmente. O presente artigo tem como objetivo analisar as implicações clínicas e psicossociais decorrentes do diagnóstico tardio de autismo em indivíduos adultos. A metodologia adotada consiste em uma revisão bibliográfica de caráter descritivo e qualitativo, fundamentada em artigos científicos indexados e nas diretrizes do DSM-5-TR. Os resultados apontam que a ausência de identificação precoce expõe o indivíduo ao fenômeno exaustivo do social masking e a graves erros de diagnóstico na clínica mental, sendo comumente confundido com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline. Conclui-se que a obtenção do laudo na idade adulta, embora tardia, atua como uma ferramenta de validação identitária e alívio psicológico, mitigando o histórico de inadequação social, cessando tratamentos medicamentosos inadequados e direcionando suportes terapêuticos corretos.
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