ÁREAS DE BAIXA GEODIVERSIDADE NA BAHIA: ANÁLISE DOS DOMÍNIOS GEOLÓGICO-AMBIENTAIS SEM POTENCIAL GEOTURÍSTICO

Autores

  • Thaisell Gonzalez Penalver

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-105

Palavras-chave:

Áreas de baixa geodiversidade, Bahia, Geoconservação, Geodiversidade, Planejamento territorial

Resumo

A geodiversidade é frequentemente analisada a partir de seus valores e potencialidades, especialmente no que se refere ao geoturismo e à geoconservação de sítios de elevado interesse científico e paisagístico. No entanto, nem todos os domínios geológico-ambientais apresentam potencial para essas atividades, e a identificação dessas áreas de baixa geodiversidade é igualmente relevante para o planejamento territorial e a gestão ambiental. Este artigo analisa os domínios geológico-ambientais da Bahia classificados como sem potencial geoturístico evidente pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM, 2010): coberturas cenozoicas detrito-lateríticas, sedimentos cenozoicos retrabalhados e rifts eopaleozoicos pouco deformados. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e descritiva, fundamentada na análise documental do relatório "Geodiversidade do Estado da Bahia" e na caracterização das áreas de baixa geodiversidade. Os resultados revelam que, embora esses domínios apresentem baixa atratividade para o geoturismo devido à homogeneidade litológica, ausência de feições visíveis e reduzido valor estético, eles desempenham funções ambientais e econômicas importantes, como suporte à agricultura, abastecimento hídrico e proteção de ecossistemas frágeis. A pesquisa contribui para uma compreensão mais equilibrada da geodiversidade baiana, destacando que áreas de baixo potencial geoturístico não devem ser negligenciadas, mas sim integradas a estratégias de planejamento territorial que considerem suas potencialidades e vulnerabilidades específicas.

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Publicado

2026-07-30

Como Citar

Penalver, T. G. . (2026). ÁREAS DE BAIXA GEODIVERSIDADE NA BAHIA: ANÁLISE DOS DOMÍNIOS GEOLÓGICO-AMBIENTAIS SEM POTENCIAL GEOTURÍSTICO. South American Sciences, 6(2), e26326. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-105