EFEITOS DO TREINAMENTO RESISTIDO SOBRE A CAPACIDADE FUNCIONAL DE MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA: REVISÃO INTEGRATIVA DE ENSAIOS CLÍNICOS CONTROLADOS
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-255Palavras-chave:
Capacidade funcional, Exercício físico, Força muscular, Pós-menopausa, Treinamento resistidoResumo
A pós-menopausa é caracterizada por alterações hormonais e fisiológicas que podem comprometer a força muscular e a capacidade funcional das mulheres. Nesse contexto, o treinamento resistido apresenta-se como uma estratégia para a manutenção da funcionalidade e da independência. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento resistido sobre a capacidade funcional de mulheres na pós-menopausa. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, sem restrição quanto ao ano de publicação. Foram incluídos ensaios clínicos controlados que investigaram os efeitos do treinamento resistido sobre indicadores objetivos da capacidade funcional. Dos 125 registros identificados, nove estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados demonstraram efeitos favoráveis sobre mobilidade funcional, velocidade da marcha, equilíbrio dinâmico, resistência muscular funcional e autonomia. As intervenções apresentaram duração entre seis semanas e 13 meses, com predominância de duas a três sessões semanais. Entretanto, determinados desfechos, como coordenação motora, velocidade habitual da marcha e distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos, não apresentaram melhorias significativas. A heterogeneidade dos protocolos e dos instrumentos de avaliação dificultou a comparação direta dos resultados. Conclui-se que o treinamento resistido pode contribuir para a melhoria de diferentes componentes da capacidade funcional de mulheres na pós-menopausa, embora seus efeitos variem conforme as características das intervenções e os desfechos avaliados. Destaca-se a importância da prescrição individualizada e da realização de novos estudos com maior padronização metodológica.
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