PANCREATITE MEDICAMENTOSA: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO

Autores/as

  • Yasmin Vitória Morais Baú
  • Thayssa Mickaely de Araujo Kelly
  • Alessandra Nunes dos Santos
  • Mariane Palença Alves
  • Pamela Paloma da Silva Costa
  • Alessio Diniz dos Santos Júnior
  • Claudio Augusto Kelly

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-147

Palabras clave:

Diagnóstico, Manejo terapêutico, Pancreatite aguda, Pancreatite medicamentosa, Reações adversas a medicamentos

Resumen

A pancreatite induzida por medicamentos (PIM) é uma reação adversa rara, porém potencialmente grave, responsável por aproximadamente 0,1% a 5% dos casos de pancreatite aguda. O aumento do uso de medicamentos, especialmente psicofármacos e agentes incretinomiméticos empregados no tratamento da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2, tem ampliado o interesse sobre sua toxicidade pancreática. Esta revisão sistemática teve como objetivo analisar aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos da pancreatite medicamentosa, com base em evidências publicadas entre 2011 e 2026. Os achados indicam potencial pancreatotóxico em diversas classes, destacando-se inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), imunossupressores, antimicrobianos, anticonvulsivantes, benzodiazepínicos e agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1RA). Dados de farmacovigilância e estudos observacionais apontam aumento das notificações associadas à semaglutida e a outros GLP-1RA, embora a causalidade ainda necessite de evidências mais robustas. O diagnóstico baseia-se na presença de dor abdominal compatível, elevação de amilase e/ou lipase superior a três vezes o limite superior da normalidade e alterações pancreáticas em exames de imagem, com exclusão de causas frequentes, como colelitíase, hipertrigliceridemia e etilismo. A relação temporal entre exposição, sintomas e resposta à suspensão do medicamento é fundamental para estabelecer a imputabilidade. O tratamento consiste na retirada do fármaco suspeito e no manejo da pancreatite aguda, incluindo hidratação, analgesia, suporte nutricional e monitoramento de complicações. Conclui-se que o reconhecimento precoce e a farmacovigilância são essenciais para reduzir morbidade, prevenir recorrências e promover o uso racional de medicamentos.

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Publicado

2026-08-25

Cómo citar

Baú, Y. V. M. ., Kelly, T. M. de A. ., dos Santos, A. N. ., Alves, M. P. ., Costa, P. P. da S. ., dos Santos Júnior, A. D. ., & Kelly, C. A. . (2026). PANCREATITE MEDICAMENTOSA: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE EPIDEMIOLOGIA, DIAGNÓSTICO E MANEJO. South American Sciences, 6(2), e26373. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-147

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