XAXADO, PATRIMÔNIO IMATERIAL DE SERRA TALHADA - PE: BREVE HISTÓRICO E POSSÍVEIS RAZÕES PROMOTORAS DA PATRIMONIALIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-225Palabras clave:
Patrimônio Imaterial, Serra Talhada, XaxadoResumen
Este texto traz à luz a trajetória histórica da expressão artística xaxado, em Serra Talhada, cidade do Sertão de Pernambuco, da condição de dança estigmatizada socialmente, por sua ligação ao cangaço lampiônico, à de patrimônio imaterial, bem como os desdobramentos de sua patrimonialização. Para a confecção deste texto, foi lançado mão de revisão bibliográfica e de entrevistas feitas com citadinos serratalhadenses. Como resultado se percebeu ter o xaxado experimentado deslocamento de desfavor social à condição de elemento promotor de identidade e visibilidade ao espaço urbano serratalhadense.
Descargas
Citas
ALBUQUERQUE Jr. Durval M. de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez Editora, 1999.
BERENSTEIN JACQUES, P. Patrimônio cultural urbano: espetáculo contemporâneo? Revista de Urbanismo e Arquitetura, América do Norte, 6, dez. 2008. Disponível em: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/rua/article/view/3229/2347. Acesso em 12/08/2023.
BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 2001.
BOURDIEU. Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo. Perspectiva. 2005.
CANCLINI, Nestor G. O patrimônio cultural e a construção imaginária do nacional. In: Revista do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, no 23, p. 95 – 105., 1994.
CHOAY, F. A Alegoria do Patrimônio. 3a ed. São Paulo: UNESP, 2006.
CUCHÉ, Denys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. São Carlos. EDUSP. 2004.
DAMATTA, Roberto. Relativizando: uma introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
FERREIRA JÚNIOR. José. Xaxado: Dança Cangaceira? Recife: GEHISC/UFRPE, 2007.
FERREIRA JÚNIOR, José. A apropriação da memória lampiônica como elemento de construção da identidade de Serra Talhada. Dissertação de Mestrado. PPGCS / UFCG. Campina Grande. 2010.
FERREIRA JÚNIOR, José. A memória de Lampião em disputa: discursos e ações de produtores culturais na região do Pajeú. Curitiba. Editora CRV. 2021.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. São Paulo. Zahar. 1989.
GOFFMAN. Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC. 2006.
GONÇALVES, José R S. A retórica da perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro. UFRJ / IPHAN. 1996.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo. Centauro, 2006.
LARAIA. Roque de B. Cultura: um conceito antropológico. Brasília. UNB. 2011.
LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1991.
PACHECO, Ricardo de A. O Patrimônio histórico: objeto de pesquisa do historiador. HISTÓRIA UNICAP, 4(7), 5–14. 2017. Disponível em https://www1.unicap.br/ojs/index.php/historia/article/view/971. Acesso em 20-08-2023.
OLIVEIRA, Pérsio S. Introdução à Sociologia. São Paulo. Atlas. 2010.
SILVA, Sandra S da. Patrimonialização e desenvolvimento. CODE. 2011. Disponível em https://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area1/area1-artigo5.pdf Acesso em 20/08/23.
SANTANA, Agustín. Antropologia do turismo: analogias, encontros e relações. São Paulo. Aleph. 2009.
SOUZA. Anildomá W. Nas Pegadas de Lampião. Serra Talhada: Esdras Graphic, 2004.
YUDICE, George. A conveniência da cultura. Belo Horizonte. UFMG. 2004.
WEBER. Max. Economia e Sociedade. São Paulo. Imprensa Oficial. 2014.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Autores concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a LicençaAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial na Revista SAS. A licença permite o uso, a distribuição e a reprodução irrestrita, em qualquer meio, desde que devidamente citada a fonte. Essa licença permite também que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
b) Não cabe aos autores compensação financeira a qualquer título, por artigos ou resenhas publicados na South American Sciences.
c) Os conceitos expressos nos artigos publicados na South American Sciences são de inteira responsabilidade de seus autores.
