PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO: NEURODIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS NA ESCOLA

Autores

  • Augusto Guilherme Teixeira Frutuozo
  • Luciano João da Silva
  • Edilene Correa Gomes
  • Iraneide Dias da Silva
  • Rocelia da Silva Araújo
  • Kalynne Pantoja Veras
  • Claudia Regina dos Santos Silva
  • José do Socorro Pandilha dos Santos
  • Ronilda Roacas de Meneses
  • Maria do Socorro Alves de Matos
  • Iara Maria Dias Mesquita
  • Carlos Rigor Neves

DOI:

https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-191

Palavras-chave:

Aprendizagem, Diagnóstico, Educação inclusiva, Neurodiversidade, Práticas pedagógicas

Resumo

A crescente visibilidade da neurodiversidade no contexto escolar tem provocado debates acerca dos modos pelos quais diferenças cognitivas, comportamentais, comunicacionais e sensoriais são compreendidas e incorporadas às práticas educativas. Embora o diagnóstico possa favorecer o acesso a direitos, serviços e apoios especializados, sua utilização como principal referência para interpretar o estudante pode produzir rotulação, redução de expectativas e deslocamento das questões pedagógicas para o campo exclusivamente clínico. Este artigo tem como objetivo analisar a neurodiversidade no contexto escolar, discutindo práticas inclusivas capazes de ultrapassar uma compreensão da aprendizagem centrada no diagnóstico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica, de caráter exploratório e analítico, fundamentada em estudos sobre neurodiversidade, educação inclusiva, diferença, mediação pedagógica, currículo, avaliação e formação docente. A análise evidencia que práticas inclusivas demandam planejamento flexível, diversificação das formas de participação, mediação intencional, avaliação formativa e reorganização das barreiras presentes no ambiente escolar. Conclui-se que superar a centralidade do diagnóstico não implica negar sua relevância, mas impedir que ele determine previamente as possibilidades educacionais do estudante. A inclusão requer uma escola capaz de reconhecer singularidades sem transformá-las em limites antecipados para a aprendizagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

BARROS, Adriana Peres de et al. Educação inclusiva e neurodiversidade na escola básica: desafios pedagógicos e práticas de acolhimento. Manuscrito, 2026.

BOOTH, Tony; AINSCOW, Mel. Index for inclusion: developing learning and participation in schools. 3. ed. Bristol: Centre for Studies on Inclusive Education, 2011.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 23 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008.

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União: Brasília, DF, 7 jul. 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. O desafio das diferenças nas escolas. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2015.

MARSAIOLI, Rosiane Almeida Minet et al. Práticas pedagógicas inclusivas para estudantes neuroatípicos na educação básica. Manuscrito, 2026.

NÓVOA, António. Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 47, n. 166, p. 1106-1133, 2017.

NÓVOA, António. Os professores e a sua formação num tempo de metamorfose da escola. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 44, n. 3, e84910, 2019.

ORTEGA, Francisco. O sujeito cerebral e o movimento da neurodiversidade. Mana, Rio de Janeiro, v. 14, n. 2, p. 477-509, 2008.

ORTEGA, Francisco. Deficiência, autismo e neurodiversidade. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 67-77, 2009.

PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

Downloads

Publicado

2026-09-14

Como Citar

Frutuozo, A. G. T. ., da Silva, L. J. ., Gomes, E. C. ., da Silva, I. D. ., Araújo, R. da S. ., Veras, K. P. ., Silva, C. R. dos S. ., dos Santos, J. do S. P. ., de Meneses, R. R. ., de Matos, M. do S. A. ., Mesquita, I. M. D. ., & Neves, C. R. . (2026). PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO: NEURODIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS NA ESCOLA. South American Sciences, 6(2), e26417. https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-191

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.