PARA ALÉM DO DIAGNÓSTICO: NEURODIVERSIDADE E PRÁTICAS INCLUSIVAS NA ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-191Palavras-chave:
Aprendizagem, Diagnóstico, Educação inclusiva, Neurodiversidade, Práticas pedagógicasResumo
A crescente visibilidade da neurodiversidade no contexto escolar tem provocado debates acerca dos modos pelos quais diferenças cognitivas, comportamentais, comunicacionais e sensoriais são compreendidas e incorporadas às práticas educativas. Embora o diagnóstico possa favorecer o acesso a direitos, serviços e apoios especializados, sua utilização como principal referência para interpretar o estudante pode produzir rotulação, redução de expectativas e deslocamento das questões pedagógicas para o campo exclusivamente clínico. Este artigo tem como objetivo analisar a neurodiversidade no contexto escolar, discutindo práticas inclusivas capazes de ultrapassar uma compreensão da aprendizagem centrada no diagnóstico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, bibliográfica, de caráter exploratório e analítico, fundamentada em estudos sobre neurodiversidade, educação inclusiva, diferença, mediação pedagógica, currículo, avaliação e formação docente. A análise evidencia que práticas inclusivas demandam planejamento flexível, diversificação das formas de participação, mediação intencional, avaliação formativa e reorganização das barreiras presentes no ambiente escolar. Conclui-se que superar a centralidade do diagnóstico não implica negar sua relevância, mas impedir que ele determine previamente as possibilidades educacionais do estudante. A inclusão requer uma escola capaz de reconhecer singularidades sem transformá-las em limites antecipados para a aprendizagem.
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