HIDRATAÇÃO, TERMORREGULAÇÃO E DESEMPENHO MILITAR EM CONDIÇÕES DE INVERNO EXTREMO: LIÇÕES DO CONFLITO NA UCRÂNIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-252Palavras-chave:
Conflito na Ucrânia, Desempenho militar, Desidratação, Fisiologia humana, Frio extremo, Hidratação, TermorregulaçãoResumo
A exposição de militares a condições de inverno extremo impõe desafios fisiológicos que podem comprometer a manutenção da homeostase, a termorregulação e o desempenho físico e cognitivo. No contexto do conflito na Ucrânia, caracterizado pela atuação de tropas em ambientes de baixas temperaturas, áreas florestais, estruturas urbanas destruídas e posições defensivas, a manutenção adequada da hidratação constitui um fator relevante para a capacidade operacional. A exposição ao frio pode reduzir a percepção subjetiva da sede, enquanto mecanismos como a diurese induzida pelo frio, as perdas respiratórias de água, o esforço físico e a transpiração associada ao uso de equipamentos contribuem para o déficit hídrico. Nesse cenário, a desidratação pode interferir na função cardiovascular, na capacidade de exercício, na termorregulação, na coordenação motora, na atenção e na tomada de decisões. Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre hidratação, termorregulação e desempenho militar em condições de inverno extremo, utilizando o conflito russo-ucraniano como contexto para discutir os desafios fisiológicos e operacionais associados à exposição prolongada ao frio. Busca-se demonstrar que a manutenção do equilíbrio hídrico deve ser compreendida não apenas como uma medida de saúde individual, mas também como componente da preparação, resistência e capacidade funcional de militares empregados em ambientes de combate sob condições climáticas severas.
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