DA TRADIÇÃO ORAL À LITERATURA IMPRESSA: O DESAFIO DE TRANSPOR AS NARRATIVAS DOS POVOS ORIGINÁRIOS PARA O LIVRO DIDÁTICO DE LITERATURA SEM PERDER A ANCESTRALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.63330/sasciencesv6n2-219Palavras-chave:
Escrita, Literatura dos povos originários, Livro didático, OralidadeResumo
Este artigo analisa os desafios teórico-metodológicos e pedagógicos de transpor os mitos e narrativas orais dos povos originários para o formato do livro didático de Literatura no Brasil. A partir de uma revisão bibliográfica, discute-se a transição da oralidade para a escrita (grafismo) e o risco de epistemicídio quando essas produções são engessadas pelos padrões eurocêntricos de literatura. Conclui-se que o livro didático deve atuar como uma ponte intercultural, preservando a ancestralidade e o contexto cosmológico por meio de abordagens que respeitem as autorias coletivas e as estéticas nativas.
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Referências
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Para citar a Oratura e as Afrografias (Obra seminal):
MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória: o Reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997.
O artigo mais citado onde ela conceitua a escrevivência:
EVARISTO, Conceição. Da grafia-desenho de minha mãe um lance de histórias: escrevivência. Scripta, Belo Horizonte, v. 13, n. 25, p. 13-18, jul./dez. 2009.
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